sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A experiência marcial e a relação materna

Algumas vezes ainda fico espantado como Si Fu consegue tocar as pessoas de várias formas, mesmo que sem o "contato físico" propriamente dito. Si Fu parece ter muito conhecimento de tudo e sempre nos traz sua experiência marcial de uma maneira especial e singular.


Sometimes I still wonder how Si Fu can touch people in many ways, even without the "physical contact" itself. Si Fu seems to have much knowledge of everything and always brings us his martial experience in a special and unique way.

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Mestre Julio Camacho com seu irmão Kung Fu Nataniel, Grão mestre Moy Yat e seu filho e também mestre de Ving Tsun William Moy, e Grão mestre Leo Imamura.

Comigo não foi diferente, muitas vezes Si Fu mostra muitas coisas que só farão sentido tempos depois. Seja a respeito de como lidar com pressões do dia a dia, ou sobre as relações diárias que muitas vezes se tornam automatizadas pela rotina.

Uma das situações que mais me marcaram e que eu tive oportunidade de compartilhar com meu Si Gung, Grão Mestre Leo Imamura em um seminário que ministrou (cujo tema era Ving Tsun Experience), foi sobre os tradicionais encontros Yam Cha da cultura chinesa. Muitas vezes temos esses momentos com nosso Si Fu Julio Camacho e o que aprendo nessas ocasiões são verdadeiras lições para a vida.

Uma vez Si Fu me disse que não notamos que estamos aprendendo Kung Fu, porém ele está lá, só devemos acessá-lo da forma correta. Esses encontros Yam Cha sempre foram muito frequentes e semanais, aumento muito nossa convivência. E aí, novamente o Kung Fu me surpreendeu.
Percebi que passava pouco tempo durante a semana com a pessoa mais importante e mais bondosa que já conheci na minha vida, minha querida mãe.
Logo sugeri para a minha mãe que fizéssemos um café da tarde todas as quartas-feiras no final da tarde. Nunca imaginei que ela ficaria tão feliz de conversar comigo e passar um tempo "atoa" jogando conversa fora. Mudou nossa relação e nos aproximou ainda mais. Devo essa percepção ao Kung Fu. E aquela relação materna que as vezes se torna um tanto quanto "automatizada", hoje se tornou uma relação de real cuidado e atenção.



With me it was no different, Si Fu often shows many things that will only make sense later. Be it about how to deal with day-to-day pressures, or about everyday relationships that are often automated by routine.One of the situations that struck me the most and which I had the opportunity to share with my Si Gung, Grand Master Leo Imamura, in a seminar he gave (in which the theme was Ving Tsun Experience), was about the traditional Yam Cha encounters of Chinese culture. Many times we have these moments with our Si Fu Julio Camacho and what I learn on these occasions are true lessons for life.Once Si Fu told me that we did not notice that we are learning Kung Fu, however it is there, we should only access it in the correct way. These Yam Cha encounters have always been very frequent and weekly, greatly increasing our coexistence. And then, Kung Fu again surprised me.I realized that I spent little time during the week with the most important and kindest person I have ever met in my life, my dear mother.I then suggested to my mother that we should have an afternoon coffee every Wednesday afternoon. I never imagined that she would be so happy to talk to me and spend some time doing nothing only throwing away conversation. It changed our relationship and brought us closer. I owe this insight to Kung Fu. And that maternal relationship that sometimes becomes somewhat "automated," today has become a relationship of real care and attention.





Muito obrigado por me ajudar a entender isso, Si Fu.


Thank you very much for helping me to understand that, Si Fu.



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